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Pensando que isso é um blog e logo tem que ser atualizado, combinei com a Suellen (ou Mawara, como preferirem) da gente atualizar isso pelo menos duas vezes por semana, afinal de contas eu tenho certeza que assunto não falta. E eu preciso explicar o porquê?
Ok, eu explico: olhe o nome do blog. Olhou? Agora conhecendo a gente como vocês conhecem (para os que conhecem, claro) vocês sabem muito bem que o que mais acontece na nossa vida é merda, logo o que não falta aqui é assunto, desde os mais trágicos, parenteses: já contei do dia que eu fui paquerado na rua por um cara que ficou gritando para eu parar? É, talvez isso seja assunto para outro dia… fecha parênteses, até os mais trágicos ainda, se forem possíveis. Tá, eu sei que são, posso tentar ser otimista? Obrigado!
Tem gente que nasceu para sofrer e fazer os outros rirem. Ponto pra gente que além de fazer isso, ri junto.
Agora é começar a atualizar mais e colocar isso para funcionar. Primeiro passo: linkar todo os amigues e colegues. To indo fazer isso agora.
Beijo e continue acompanhando.
A felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
A Duda que me passou. E assim como ela, eu entendi o real significado disso para nós.
Não há dúvida que uma literatura, sobretudo uma
literatura nascente, deve principalmente alimentarse
dos assuntos que lhe oferece a sua região; mas
não estabeleçamos doutrinas tão absolutas que a
empobreçam. O que se deve exigir do escritor antes
de tudo, é certo sentimento íntimo, que o torne
homem do seu tempo e do seu país, ainda quando
trate de assuntos remotos no espaço e no tempo.
Machado de Assis
Nem eu sei mais o que quero, o que não quero. Só sei de uma coisa, me arrependi e olha que eu odeio dizer isso. Mas putz, me arrependi e se pudesse pedia para começar o ano de novo.
Eu sou aquele que passa despercebido aonde quer que vá, mas que com certeza nota a presença dos outros. Encontre-me por aí e depois me pergunte qualquer coisa desse dia, é difícil eu não me lembrar de como você estava, do que falamos e tenha certeza, acreditarei no que você me disser e lembrarei por um bom tempo. Eu sou aquele que teme viver, mas acaba vivendo aos empurrões, que sofre por antecedência, que odeia fazer escolha, que morre de ansiedade, mas tenta não demonstrar, que se magoa fácil e esquece mais fácil ainda e que por mais que seja teimoso, brincalhão e maldoso com seus comentários quer viver pacificamente. Sou aquele que não leva em consideração as primeiras impressões, pois as minhas melhores amizades foram construídas de situações nas quais eu não agüentava olhar na cara da pessoa.
Eu sou aquele também que agradece por tudo quando fala com estranhos, até quando deveria dizer de nada, e que depois percebe que não deveria ter agradecido e passa uma semana se remoendo por ter feito uma besteira dessas. Ah, não posso esquecer de mencionar que sou aquele que não acredita muito nas pessoas, mas que não consegue viver sem algumas, mesmo não demonstrando, mesmo não dizendo o quanto elas significam para mim, mesmo sumindo e dando uma impressão que consigo viver sem elas. Apesar de não dizer, demonstrar, sinto e espero que as pessoas saibam que o mais importante é o que está aqui dentro e que penso nelas todos os dias e torço para que estejam bem e que o mais importante, que saibam que possam contar comigo no que precisar. Eu fico na minha, às vezes, quieto, às vezes, falador ao extremo, mas sempre tentando ouvir mais do que falar.
Eu sou aquele que odeia não saber o motivo das coisas, que morria de curiosidade e que hoje em dia consegue se controlar e viver bem com as coisas que não estão ao seu alcance. Mas logo você perceberá que eu tento sempre fazer o meu melhor, mesmo a preguiça sendo quase meu segundo nome, mesmo eu preferindo dormir a fazer qualquer outra coisa, eu me esforço e tento aproveitar as chances.
Eu sou aquele que tem um amor platônico, mas que nunca quis nada com esse amor em anos, pois além de acreditar que ser feliz nesse campo da vida é impossível para mim, amo de um jeito sem interesse, sem posse, sem vontade de esquentar a cabeça com problemas que possam aparecer, me satisfaço assim e estou realizado. E por mais que dúvidas, situações, desejos apareçam, minha carência anda sob controle. Eu nunca precisei de carinhos, mas morreria se os tivesse e fosse obrigado a perdê-los como anteriormente e é aí que moram meus medos, receios e incertezas. Porém nunca deixarei de amar, porque isso é impensável para mim. Continuarei a amar sempre, perto, longe, sofrendo, sorrindo, desmoronando, mas, claro, sempre do meu jeito.
Eu sou aquele que começou a arriscar mais, depois de passar por uma fase estagnada da vida, cujas as coisas passavam sem eu notá-las e, com isso, eu acabava não lhes atribuindo um real significado. Mas, como esse ano é um ano especial e de mudanças, resolvi a partir de agora me dar chances e conhecer o que eu puder conhecer, desde pessoas especiais a lugares onde as coisas acontecem, sejam por sua beleza, sejam por sua badalação.
Eu sou aquele que quase não chora, não que eu ache isso bom, mas se desfaz em lágrimas quando está nervoso, ansioso, com raiva, triste, não pelo sentimento, mas por não saber se expressar, explicar, é mais forte que o auto-controle. E acho que o significado de chorar não devia ser atribuído a qualquer antônimo de ser forte.
Eu sou esse que tentou se descrever em uma página e ao terminar não conseguiu escrever metade do que é. Por mais que eu converse, fale, escreva, me abra, sempre haverá uma parte, uma grande parte, de mim que fica guardada aqui, os motivos talvez foram citados acima. No fim, mesmo sabendo que quase ninguém leu, estou aqui disposto a continuar, esperando a vida acontecer e esperando mais ainda conhecer as pessoas que fazem e farão parte dela.
Caminhando, pensando, me veio a cabeça que tá na hora de perder os medos, falar sem hesitar (é, existe esse verbo) e ver no que as coisas vão dar. Eu juro que não estou me escondendo, afinal não adianta, uma hora ou outra você se mostra, se entrega.
Resolvi me abrir e sofrer as consequências, antes eu sofria por ficar na minha, agora talvez eu sofra, mas sofrerei sabendo do risco e talvez, agora que eu tomei uma atitude, tudo passe mais rápido, sem se quer uma preocupação. Estou tentando me conhecer, tentando arriscar e ver que ainda deve ter algo que eu possa aproveitar. Agora eu comecei a ver algo de bom nisso tudo que me rodeia, está na hora de me dar chances, chance de arriscar, de sofrer, de me divertir, de ser impulsivo e depois perder horas para tentar resolver, em vez de pensar, pensar para fazer alguma coisa balanceando os prós e contras. Resolvi mudar as ordens por uns instantes e tenho visto que ando me sentindo melhor.
Quer me ver tranquilo? Me dê espaço para conversarmos e vamos falar das amenidades que me preocupam e das suas também.
Acho que começo a aprender a lidar com a vida de forma mais sensata.
