Eu não costumo me decepcionar com nada, porque geralmente as coisas correspondem ao que eu imagino, e mesmo quando não correspondem eu procuro ficar feliz só por estar vivendo/vendo/ouvindo algo pelo qual esperei tanto. Acontece que pessoas às vezes me decepcionam. Não é que eu espere muito delas, é que quando a gente faz um amigo, acredita que esse amigo consegue te entender, consegue se por no seu lugar e entender suas atitudes, pelo menos é o que eu espero, já que faço isso com todos os meus amigos.
Mas daí aparece aquele amigo que você acredita que te entende um mínimo possível, que você acredita que se põe no seu lugar, e que é capaz de superar seus defeitinhos, afinal, isso que é ser amigo. E o que essa pessoa faz? Te decepciona. Fico impressionada com a mesquinhez, com a mente pequena e com a ignorância dessa pessoa. Leu uma coisa, interpretou como quis e se achou no direito de escrever algo contra, de escrever coisas preconceituosas e simplistas. A única coisa interessante disso tudo é ver como a mente de uma pessoa preconceituosa trabalha, é só fazer uma pressãozinha, é só apertar um pouquinho que nego põe todos os preconceitos pra fora como se houvesse uma justificativa, como se algo justificasse o preconceito, adoro esse tipo de gente, uma bela mostra da mente de um nazista, de um xenófobo, de um homofóbico, porque afinal, pessoas preconceituosas são sempre o mesmo saco de merda. E não, não há justificativa pro seu preconceito, e você se equipara as pessoas que tanto odeia, e é até pior que elas porque elas não tentam esconder, camuflar, fingir, elas sentem o que sentem. Já você, bom, você é baixo.
Eu poderia fazer isso, poderia reduzi-lo a tantas coisas, mas eu não faço isso porque eu sou coerente. Posso ser contraditória em gostos, mas quando se trata de caráter, eu sou muito coerente. Se eu acho coisa de ignorante e imbecil reduzir pessoas a esteriótipos, eu não vou fazer isso só porque fizeram comigo, eu posso até brincar com essas questões mais quem não consegue diferenciar uma piada com certeza não merece que eu exemplifique.
Mas minha maior decepção é comigo mesma. Eu que tentei ver o lado bom dessa pessoa, eu que fiz questão de apoiar mesmo contra tanta coisa, eu que agüentei tanta coisa, que fui lá, superei uma semana de horror, que tentei recomeçar e apagar o que ficou pra trás. A única coisa boa disso é eu ver que eu sim tenho um coração puro, eu sim sou boa, e você, você me despreza.
E se você chegar a ler isso e quiser interpretar da sua maneira torta e me dizer impropérios, saiba que isso não é nem metade, eu poderia te humilhar de uma maneira que não ia sobrar uma gota, te deixar invejando os emos que se jogam do Pátio Brasil toda semana (não é de Bsb? Joga no google flor!), então, faça como eu, não provoca se você não quer ouvir.

Caminhando, pensando, me veio a cabeça que tá na hora de perder os medos, falar sem hesitar (é, existe esse verbo) e ver no que as coisas vão dar. Eu juro que não estou me escondendo, afinal não adianta, uma hora ou outra você se mostra, se entrega.
Resolvi me abrir e sofrer as consequências, antes eu sofria por ficar na minha, agora talvez eu sofra, mas sofrerei sabendo do risco e talvez, agora que eu tomei uma atitude, tudo passe mais rápido, sem se quer uma preocupação. Estou tentando me conhecer, tentando arriscar e ver que ainda deve ter algo que eu possa aproveitar. Agora eu comecei a ver algo de bom nisso tudo que me rodeia, está na hora de me dar chances, chance de arriscar, de sofrer, de me divertir, de ser impulsivo e depois perder horas para tentar resolver, em vez de pensar, pensar para fazer alguma coisa balanceando os prós e contras. Resolvi mudar as ordens por uns instantes e tenho visto que ando me sentindo melhor.
Quer me ver tranquilo? Me dê espaço para conversarmos e vamos falar das amenidades que me preocupam e das suas também.

Acho que começo a aprender a lidar com a vida de forma mais sensata.

Como sou uma pessoa prevenida e que sabe que shit happens, e comigo, all the time, já vou logo adiantando que love is a losing game como já diria a filósofa Amy Winehouse. Explico, tem esse cara, ele é divertido, inteligente, legal, acho que seria um bom partido, acho que em pouco tempo vou gostar muito dele e tenho certeza que com um pouquinho mais de tempo vou achá-lo um boçal, babaca, ridículo e vou odiá-lo até doer. Eu sei, loooouca pride, mas é que é seeempre assim. Eu acho o cara incrível, me envolvo e aí descubro que era um boçal. Esse de agora, por hoje eu acho o máximo, mas isso não quer dizer nada, meu julgamento é falho, eu sou facilmente convencida, me apaixono extremamente fácil por ser passional, e por isso me iludo com qualquer um. Espero que um dia, quando eu pensar que esse texto vai se aplicar ao cara que acabei de conhecer eu me engane e descubra que é ele, que ele é diferente e que eu não vou precisar mais desse texto. Espero que seja com esse cara divertido, inteligente e legal. Espero que ao conhecê-lo melhor eu continue pensando que ele é inteligente, divertido e legal, e que dê certo. Se não der, bom, pelo menos eu tentei, pelo menos eu tive esperança, e se isso não é tudo, é pelo menos uma boa coisa.

Posso desabafar?

Então, mal criamos o blog e eu já tenho coisas a dizer, e nem tinha planejado.

Hoje o assunto é expectativa. Eu saí de casa cheio dela: a noite vai ser boa, as pessoas vão ser legais e tudo vai dar certo, porém é só eu chegar ao encontro delas que eu vejo que mais uma vez tudo tende a dar errado. É difícil ficar calado em vez de falar algo que você não sabe como a outra vai receber? Afinal você não a conhece.

Ok, ok, já se viram uma ou duas vezes por causa de um amigo em comum, mas é pedir de mais que essa pessoa leve em consideração o bom senso e saiba diferenciar o que é engraçadinho (oh todo mundo vai rir) do que realmente já passou do limite da boa convivência?

Hoje mais uma vez eu saio e comprovo que não nasci para isso. O pior é que pessoas que eu não queria que sofressem pelas conseqüências dessa minha mania de pensar demais e de não acreditar no ser humano, acabam sendo afetadas.

Eu não gosto de ficar me explicando, não gosto de magoar as pessoas (sem motivo, pois admito, sou vingativo e olha, cada um com seus defeitos, certo?) e, principalmente, não gosto de saber que eu estava certo e que não deveria ter saído de casa hoje à noite.

Eu já sei que não nasci para isso, só falta descobrir o outro lado.

Agora posso dormir.

Eis que eu estava em Belém do Pará quando recebi o seguinte sms do meu amigo:
“Quando você voltar, a gente vai fazer um blog juntos, vai pensando ai. Bjoaproveita.”
Como eu sou levemente viciada em blog amei a idéia. Daí que pensamos, pensamos e nos ocorreu a idéia de por uma expressão que nós usássemos muito, em inglês, japonês, português, espanhol, não importava, mas tinha que ser uma marca registrada nossa. Foi então que na fila do ajuste de matrícula (se você não sabe o que é isso, agradeça a Deus) alguém falou “E se você não conseguir a disciplina?” nos olhamos e falamos ao mesmo tempo “Senta e chora!”. Estava criado o blog.

Resumindo é isso, um blog de dois amigos, de assuntos variados e essa expressão reflete nosso lado que só sabe reclamar da vida. Porque shit happens all the time e o azar is aour middle name. Gostou, favoritae suas gostosa!!

Beijos